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MANUAL DE ESCATOLOGIA

ESCATOLOGIA BÍBLICA E OS TEMPOS

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INTRODUÇÃO ESCATOLÓGICA
ESCATOLOGIA
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Escatologia é uma teoria relativa aos acontecimentos do fim do mundo e da humanidade, ou seja, as últimas coisas que devem acontecer antes e depois da extinção da vida na Terra.

A palavra escatologia, na língua portuguesa, ainda pode significar o ato de analisar excrementos (fezes), sendo um sinônimo de cropologia, nome dado no ramo da medicina aos exames laboratóriais de dejetos humanos, especificamente as fezes. 

Assumindo um sentido figurado, este termo ainda pode estar relacionado ao gosto de certos indivíduos por conteúdos obscenos ou sórdidos.

A resposta para a enorme distinção entre os significados de ambos os termos pode ser encontrada nas raízes etimológicas das palavras. 

Escatologia, no sentido de "teoria a cerca das últimas coisas que vão acontecer no fim da humanidade", surgiu a partir do grego éskhatos, que significa "extremo" ou "último", que agregado ao sufixo logia (estudo), forma o significado literal de "estudo das últimas coisas".

Porém, a palavra escatologia, no sentido de "gosto por excrementos", se originou do termo grego skatós​, que quer dizer "excremento". 

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О курсу

Escatologia cristã é o estudo do fim das coisas, tanto o fim de uma vida individual, ao final da época, ou o fim do mundo, nos aspectos dos ensinamentos cristãos. A palavra "escatologia" é derivada de duas palavras gregas que significam: "último" e "estudo" (ἔσχατος, por último, e λογία, lit.). Em termos gerais, é o estudo do destino do homem como é revelado na Bíblia, fonte primária de todos os estudos sobre escatologia cristã.

A escatologia é concentrada em explicar a vida após a morte, começando com a morte ao julgamento pessoal que segue à morte do indivíduo na Terra, e seguido pelo destino do Céu ou do Inferno. (Na teologia católica, o céu às vezes é precedido por um purgatório) A Escatologia também consiste com o estudo dos eventos que acontecem no Final dos Tempos: o retorno de Jesus, a ressurreição dos mortos, o arrebatamento, a grande tribulação, e depois destas coisas, o Milênio (Millennium), ou mil anos de paz, que tem sido interpretado de forma literal e simbolicamente. Finalmente, a escatologia se consiste com o fim do mundo e seus eventos associados: o Juízo Final, o banimento da morte, Hades, Satanás e seus seguidores para o Lago de Fogo e a criação de um novo céu e de uma nova terra.

A Escatologia é um ramo antigo da teologia cristã, com o estudo dos últimos tempos, e da Segunda vinda de Cristo citado pela primeira vez por Inácio de Antioquia (c. 35–107 D.C.), e depois pelo apologista cristão Justino, em Roma. (c. 100–165). O estudo da Escatologia continuou no Ocidente pelos ensinamentos do teólogo influente de Roma, no Norte da África, Tertuliano (c. 160-225), e com uma reflexão e especulação mais completa logo depois no Oriente, pelo teólogo mestre Orígenes (c. 185 -254).[1]

Na teologia protestante, a escatologia tem sido importante, mas às vezes negligenciada no campo de estudo. Martinho Lutero, João Calvino e outros reformadores do século XVI, escreveram longos trechos sobre os "tempos finais", mas o interesse na escatologia diminuiu após a Reforma até o final do século XIX, quando se tornou popular nos reformados, os pentecostais e as igrejas evangélicas. Era cada vez mais reconhecida como uma divisão formal de estudos teológicos, durante o século XX.

Passagens escatológicas, às vezes chamadas de "apocalípticas", são encontradas em toda a Bíblia, tanto nas escrituras do Antigo Testamento (bíblia hebraica) quanto do Novo Testamento, embora, como se poderia esperar, eles estão concentrados nos livros proféticos. Na Bíblia cristã, os profetas constituem a última das divisões principais do Velho Testamento, e incluem os livros de Isaías a Malaquias. No Novo Testamento, o Apocalipse é o único livro desta categoria, apesar de existirem vários curtas, mas importantes passagens escatológicas dos evangelhos e epístolas. Há também muitos exemplos extrabíblicos de profecias escatológicas, bem como as tradições da igreja foram adicionando às escrituras ao longo dos anos.

A segunda vinda de Cristo é o acontecimento central na escatologia cristã. A maioria dos cristãos acredita que o sofrimento da morte continuará a existir até o retorno de Cristo. Outros acreditam que o sofrimento vai ser gradualmente eliminado antes de sua vinda, e que a eliminação da injustiça é a nossa parte na preparação para esse evento.

Alguns críticos, principalmente cristãos ortodoxos, têm sugerido que a popular (em oposição ao erudito) discussão de temas escatológicos é irrelevante e potencialmente prejudicial, e alguns professores pensam que a fé cristã deve ocupar-se com o que é mais transparentemente entendido sobre a Salvação. Esses temores se revelaram infundados, no entanto, o interesse na escatologia aumentou proporcionalmente à difusão da alfabetização, sem quaisquer consequências negativas. Muitos cristãos sentem que a escatologia é central para a fé cristã, pois representa a busca de uma melhor compreensão da base para a esperança cristã para o futuro, e hoje há um grande interesse no assunto, tanto entre o público em geral, como na área formal de estudo em escolas de teologia.

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